História

A Escola Normal Rural de Limoeiro, tornou-se uma realidade graças à idéia de Franklin Gondim Chaves, que, convocando os amigos Sindulfo Serafim Chaves, José Targino da Cruz, João Nogueira Sobrinho, Hercílio da Costa e Silva, Pompílio Maia Gondim, João Francisco de Sá, Odilon Odílio da Silva, Raimundo Gurgel Guedes, Cândido Gadelha, Arsênio Ferreira Maia, Manfredo de Oliveira Lima, Pedro Saraiva de Menezes, Custódio Saraiva de Menezes, Mário de Oliveira Lima (sócios – fundadores), concretizou-a em 1935 com a criação da Sociedade Pró-Educação Rural de Limoeiro. A Escola Normal passou a funcionar em 15 de Fevereiro de 1938, mas, tendo como data oficial o dia 26 de Abril de 1938, uma homenagem a primeira Missa celebrada no Brasil. A Escola Normal Rural de Limoeiro foi equiparada à Escola Normal Rural de Juazeiro pelo Decreto nº 485, de 23 de janeiro de 1939.

A professora Maria Gonçalves da Rocha Leal, que exercia o magistério no Colégio Santa Teresa, na cidade de Crato, aceitando o convite do Sr. Franklin Gondim Chaves e do Rvmo. Pe. Hélder Câmara, Diretor da Educação no Estado, tornou-se a primeira Diretora da Escola Normal. Fundada com 91 alunas, já em 1939 passou a funcionar com 122 alunas matriculados, sendo o corpo de internas constituído de 22 alunas.

A inauguração da sua capelinha se deu com uma jubilosa missa celebrada pelo Rvmo. Vigário Geral Mons. Otávio de Alencar Santiago, no dia 26 de abril de 1939. Desde então São João Bosco, mestre e pedagogo do século XIX, tornou-se o patrono da Escola Normal.

A Escola Normal constituiu-se no centro cultural e social da pequena cidade de Limoeiro do Norte. A diretora Maria Gonçalves, com suas as alunas, apresentavam programas educativos na Amplificadora Municipal, comungando, desta forma, a escola e a comunidade.

Na década de 40, a Escola Normal já contava com a Liga da Amabilidade (que levava o nome de Maria Gonçalves). Ademais, havia aulas de socialização, o Clube Agrícola Euclides da Cunha, o Clube Histórico, as Pequenas Indústrias, o Círculo de Estudo Pe. Helder Câmara, a Biblioteca Menezes Pimentel, o “Clube dos 4 E (Educação, Esforço, Espírito e Êxito), a “Hora Pedagógica” Jackson de Figueiredo, A Pia União das Filhas de Maria, o Centro das Obras das Vocações Sacerdotais e o Bando Rural, composto pelas alunas.

O Jornal A Voz do Campo, importante informativo editado pelas alunas da Escola Normal e impresso nas oficinas da Gazeta de Notícias, era lido e apreciado pela comunidade.

Em 1941, a Escola Normal Rural de Limoeiro conferiu grau de professoras ruralistas, à sua primeira turma, formada por quatro alunas: Ailce Bezerra Maia, Carmusina Monte Arrais, Maria José Gurgel Guedes, Maria Lucy Mourão Silva. A bela normalista Terezinha Maia de Oliveira foi eleita em 1941, Rainha dos Estudantes de Limoeiro, sendo aplaudida e coroada, no Cine-Teatro Moderno. A benção das novas instalações do dormitório aconteceu em 8 de abril de 1945. Até então as alunas tinham de dormir nas salas de aula.

No dia 02 de outubro de 1948 foi festivamente inaugurado o Campo de Esportes da Escola, com números de ginásticas e uma partida de vôlei entre as normalistas limoeirenses e as de Mossoró. Saiu vencedor o time local. A partir dessa data, as tardes esportivas realizadas na Escola Normal tornaram-se festivas e bastante concorridas. Em fins de 1948, as obras de construção do Auditório da Escola já estavam bem avançadas. Com o Auditório, a Escola ganhou um espaço ideal, onde as suas alunas passaram a dar asas à sua imaginação nas sessões de Socialização, de Drama e nas festas de Colação de Grau, bem como nos banquetes oferecidos aos visitantes e autoridades. Nesse mesmo ano, Maria Gonçalves passou a direção da Escola para Ailce, que se diplomara e ensinava na própria Escola.

A Escola Normal funcionou de 1938 a 1961 em regime de internato e externato. Alunas de lugares distantes precisavam morar na Escola. Era o internato das moças que não tinham familiares no município. Chegavam à Escola Normal alunas de todos os recantos do Vale do Jaguaribe e de outras cidades do Ceará. Foi extinto em 1961, ficando somente o regime de externato. Na década de 70, a Escola Normal passou a receber alunos do sexo masculino em todas as séries.

As alunas da Escola Normal Rural sempre participaram de importantes acontecimentos da cidade, como exemplo, o banquete oferecido a Dom Aureliano Matos, por ocasião de sua Sagração, foi servido pelas Normalistas. A sessão solene em homenagem ao nosso primeiro bispo diocesano foi organizada pela diretora e pelas alunas da Escola Normal.

Nos desfiles do Dia da Pátria, a Escola se apresentava sempre com bonitos destaques alusivos à Independência. As solenidades de colação de grau eram badaladas e elegantes. Nas missas solenes que eram celebradas na Catedral sempre se viam as fervorosas normalistas. As Olimpíadas Estudantis Jaguaribanas contavam com animação e a competição das atletas da Escola Normal. Em 1965, Maria Gonçalves da Rocha Leal veio a Limoeiro, a fim de participar das festividades do Jubileu de Prata da Escola. Em 1988 a Escola Normal Rural convida a comunidade limoeirense, seus ex-alunos, ex-funcionários e ex-diretoras para o seu Jubileu de Ouro. A maioria dos convidados atendeu ao chamado da Escola, contribuindo assim para o sucesso da semana de festas, recordações e de confraternização. Foi um acontecimento ímpar na história de Limoeiro. A partir de 1989 o curso normal pedagógico cedeu lugar para o Curso Científico, em virtude da falta de matrículas para o curso pedagógico e a procura de um curso que preparasse o aluno para o vestibular. A Escola atendeu à procura.

Sucederam Maria Gonçalves da Rocha Leal (1938-1948), Ailce Bezerra Maia (1949-1951), Odete Castelo Branco (1952-1953), Maria Dilce Chaves de Lucena (1954-1956), Zenilda Landim Filgueira (1957), Maria Nilta Crispim Bezerra (1958-1961), Judite Chaves Saraiva (1962-1976), Maria José Brilhante Silva (1977-1980), Maria Lirete Saraiva Feijó (1980-1986), Maria das Dores Vidal (1987…). Até o ano de 1988 a Escola Normal Rural de Limoeiro formou 893 professoras.

Pioneira em curso de informática em Limoeiro, a Escola Normal começou com apenas três computadores 286, em 1992. Nesse mesmo ano formou sua primeira turma. Hoje a Escola oferece o curso de computação a todos os alunos do Ensino Fundamental I, como parte do currículo. No ano do Centenário de Limoeiro, a Escola Normal fez uma grande festa: durante dois dias apresentou uma Feira da História de Limoeiro do Norte. Na ocasião houve dois concursos, destinando-se o primeiro à escolha do logotipo do Centenário. O vencedor foi um aluno da Escola Normal, Francisco Juliano Oliveira Lima Júnior. O segundo concurso constava de uma redação e tinha como título “Limoeiro no Ano do Centenário”. Mais uma vez a Escola ganhou com a aluna Ana Raquel de Oliveira.

Atualmente funcionamos com os cursos: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. Mantemos, ainda, a Academia Olímpicos com os cursos de ginástica localizada, dança contemporânea e ginástica olímpica. A Escolinha de Esporte faz a alegria da garotada, que conta ainda com o Curso de Flauta e Violão. A Biblioteca “Maria Gonçalves da Rocha Leal” reestruturada por ocasião do 70º aniversário da Escola Normal, conta com um acervo de 7.000 livros e acesso a internet sem fio. Dando suporte às nossas atividades letivas, temos um laboratório, uma sala de multimídia, um ginásio coberto, um auditório, cuja serventia para a Escola Normal é indizível, e um museu que conserva acervo histórico, tanto da nossa escola, como da cidade.

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“Esta escola nasceu de um sonho permanente de grandezas, de inspiração indefinida da minha alma, do ardente pulsar do meu coração, no desejo incontido de realizar o bem”.

Franklin Gondim Chaves

NOSSA BANDEIRA – BRASÃO

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Maria Elizomar Saraiva Guimarães estudou na Escola Normal e logo que concluiu o Curso Normal Pedagógico passou a lecionar na referida escola. Desde o inicio de sua carreira de mestra mostrou-se bastante habilidosa, muito delicada e envolvida com o dia a dia da instituição. No inicio de 1960 com estimulo e apoio da diretora Judite Chaves Saraiva, Elizomar criou e executou o projeto da bandeira. Assim, as cores azul e branca se definiram como as oficiais da nossa Escola.

Aproveitando, a idéia do brasão da bandeira as alunas passaram a usá-lo no uniforme. Até hoje, o apresentamos com bastante destaque nos vários momentos da Escola Normal e da sociedade limoeirense.

 

Sócios fundadores:

* Franklin Gondim Chaves

* Odilon Odílio da Silva

* João Nogueira Sobrinho

* Manfredo de Oliveira Lima

* Custódio Saraiva de Menezes

* José Targino da Cruz

* Pompílio Maia Gondim

* Mário de Oliveira Lima

* Hercílio da Costa e Silva

* Arsênio Ferreira Maia

* Sindulfo Serafim Freire Chaves

* João Francisco de Sá

* Pedro Saraiva de Menezes

* Cândido Gadelha

* Raimundo Gurgel Guedes

 

A Escola Normal já teve à frente dos seus destinos 10 diretoras:

* Maria Gonçalves da Rocha Leal

* Alice Bezerra Maia

* Odete Castelo Branco

* Maria Dilce de Lucena Castro

* Zenilda Bezerra Landim

* Nilta Crispim

* Judite Chaves Saraiva

* Maria José Brilhante da Silva

* Maria Lirete Saraiva Feijó

* Maria das Dores Vidal Freitas